Estudo publicado, no ano passado, pelo centro de pesquisas da Institute of Economics Affairs (IEA), de Londres, na Inglaterra, confirma o que o oftalmologista defende: a aposentadoria levaria a um “drástico declínio da saúde” a médio e longo prazos.
 
De acordo com o trabalho, as pessoas deveriam trabalhar por mais tempo por questões de saúde física e mental. A pesquisa comparou as pessoas que se aposentaram com a idade mínima necessária com as que continuaram a trabalhar mesmo depois de aptas a saírem de cena. A descoberta foi que há uma pequena melhora na saúde e na qualidade de vida imediatamente após a aposentadoria, mas uma queda significativa no funcionamento do organismo desses indivíduos a longo prazo. Segundo a pesquisa, a aposentadoria pode elevar em 40% as chances de se desenvolver depressão, enquanto aumenta em 60% a possibilidade do aparecimento de um problema físico. O resultados são os mesmos tanto para homens quanto para mulheres.
Se, por um lado, segundo a Organização Mundial de Saúde, a depressão é uma das maiores causas de aposentadoria por invalidez, por outro, aposentar-se pode ter um efeito desastroso para muita gente. Deve-se ter um vínculo de amizade fora do trabalho, para não se sentir afastada das pessoas quando parar de encontrar os colegas na empresa todos os dias, e ter atividades de lazer fazem parte da prevenção e da promoção da saúde mental. Isso tanto para trabalhadores quanto para aposentados, alerta a médica.
 
Em média, o brasileiro aposenta-se aos 53 anos. Para os homens, isso significa mais de 20 anos afastado do emprego. Para as mulheres, quase 30, de acordo com os dados do IBGE sobre a expectativa de vida do brasileiro — de 74,6 para homens e de 78,3 para mulheres. Isso faz com que muitos considerem o Brasil um país de jovens aposentados, já que, aqui, não há idade mínima para a aposentadoria .
 
Em países da Europa, como Alemanha, Holanda, Espanha e Dinamarca, para se aposentar, o trabalhador deve ter, pelo menos, 67 anos. O Reino Unido deve, até 2020, implantar a idade de 68 anos para acompanhar o aumento da longevidade e amenizar os deficits fiscais. Lá, uma pesquisa realizada pela Association of Consulting Actuaries sugere que um em cada quatro trabalhadores se aposentará aos 70 anos em 2028. Mesmo assim, para Adriane Bramante, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, não dá para comparar o Brasil com os países desenvolvidos: “Um aumento na idade da aposentadoria é positivo, mas a idade média da aposentadoria do brasileiro não deve mudar muito nos próximos 16 anos. Ainda nem conseguimos aprovar a idade mínima de 60 anos, há 15 projetos em discussão no Congresso”.
 
De olho na necessidade de o aposentado se sentir útil e distraído, atualmente, diversas empresas (como o Hospital Universitário de Brasília e o Banco do Brasil) se adiantam e dão cursos e palestras a funcionários em vias de se aposentar para que arranjem outras atividades que preencham o tempo em que estariam trabalhando. No Paraná, foi criado o Clube dos Desaposentados, que dá cursos — inclusive on-line — preparatórios para a aposentadoria. A ideia foi de Armelino Girardi, graduado em administração de empresas, com pós-graduação em recursos humanos, e ex-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional do Paraná. Autor de livros como Desaposentado: melhor agora e coautor de Agora e sempre a vida é um projeto — Uma visão ampliada da vida, ele defende que a aposentadoria não é um fim, mas um recomeço. “Apenas o primeiro tempo de uma partida de futebol”, compara. “O desaposentado é alguém ativo, que tem sonhos, ideais e está vivo”, completa.
 
Planejar é preciso
 
Enquanto muita gente sonha com a aposentadoria, outros têm receio desse momento, que pode significar se afastar de colegas, sentir-se improdutivo. Muitos se aposentam de repente, sem planos, outros pensam muito antes de tomar tal decisão. O risco de se arrepender não é pequeno, considerando os dados sobre a queda na qualidade de vida dos aposentados. O segredo  é se planejar e descobrir atividades interessantes e agradáveis, sejam elas profissionais ou não.
 
Fonte da dica: sites.uai
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