No período analisado a despesa total alcançou R$ 53,4 bilhões.

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Segundo o que indica o Boletim Indicadores Econômico-financeiros e de Beneficiários da entidade, divulgado hoje (10), no Rio de Janeiro. A despesa total das 24 operadoras de planos de saúde associadas à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) cresceu 18,1% nos últimos 12 meses, em comparação aos 12 meses anteriores encerrados em março.
A despesa total alcançou R$ 53,4 bilhões no período analisado.As despesas incluem gastos administrativos, assistenciais, comercialização e pagamento de impostos. “É uma taxa elevada, que inspira atenção por parte das empresas e da sociedade, que paga as mensalidades”, disse o economista Sandro Leal, gerente-geral da FenaSaúde.
 
Considerando todo o mercado de saúde suplementar, a despesa total atingiu R$ 134,8 bilhões, com aumento de 15,4%. A receita somou R$ 134,4 bilhões, com expansão de 14,7%, segundo o boletim.
 
O resultado operacional do mercado mostrou um 'déficit' de R$ 1,3 bilhão nos últimos 12 meses até março deste ano. São  1.180 operadoras no mercado, com companhias “indo bem e outras indo mal”, afirmou o gerente Leal. Se o setor de saúde suplementar pudesse ser consolidado em uma única empresa, ele estaria dando 'déficit' hoje”, disse.
 
Segundo o economista, é preciso olhar os gastos na área da saúde e ver como estão sendo alocados, um dos pontos que precisa ser reavaliado é o de órteses e próteses, que já foram objeto de instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Congresso Nacional, resultando em medidas do Ministério da Saúde para proteção dos consumidores de planos de saúde e de usuários do sistema público de saúde.
 
O boletim mostra que as despesas pagas por consultas, terapias, internações e exames feitos pelos beneficiários de planos médicos e seguros privados de saúde subiu 18% no âmbito da FenaSaúde e 16% no mercado de saúde suplementar como um todo, totalizando, respectivamente, R$ 45,2 bilhões e R$ 110,5 bilhões nos 12 meses encerrados em março deste ano. O aumento se deve à elevação de preços de materiais e à ampliação da utilização.
 
“Os dois fatores combinados levam a uma taxa de crescimento global incompatível com o poder de remuneração da sociedade. Esse é o ponto. Sandro Leal  acha que a qualquer momento pode ser afetada a capacidade de pagamento das pessoas e também das empresas. “O momento é de pressão de custo e de se discutir como melhor equacionar esse crescimento do custo”.
 
Números da Agência de Saúde Suplementar (ANS) mostram que em 12 meses encerrados em junho deste ano, o setor médico hospitalar cresceu 1%, totalizando 50,5 milhões de beneficiários, enquanto planos exclusivamente odontológicos evoluíram 4,9%, alcançando 21,5 milhões de beneficiários em todo o país.
 
Houve uma desaceleração em relação ao período junho de 2013 a junho de 2014, quando a base de planos de assistência médica cresceu 3,2%, disse o economista. Ele acha que a pressão de custo, em algum momento, vai refletir para beneficiários de assistência médica e mercado de trabalho, que teve desaquecimento.
 
Fonte da noticia: ebc
 
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